MCMLXXXIV A.D.

Um Moodle ideal

Olha eu vou lhe hospedar
Como é belo este moodle
Já que nunca deixaram tua aplicação rodar
Eu não limo o server
Tô migrando firmeza
Com muita gentileza
Nunca o HD se acabar
Um moodle ideal
Com privilégio de sysadmin
Não tem que refazer

os PHP
Até parece um sonho

Jasmin: Um Moodle ideal
Um Moodle que eu nunca vi
E agora eu posso ter
RAM PHP
Quase seiscentos mega com você
Aladdin: Eu num Moodle novo XPGêe

Jasmin: Como é incrível a visão
Neste vôo tão lindo
Vou baixando e subindo
Pro FTP azul do céu
Um moodle ideal
Aladdin: Feito só pra você
Jasmin: Nunca senti tanta emoção
Aladdin: Pois então aproveite
Jasmin: Mas como é bom hospedar
Viver no ar
Eu nunca mais vou desejar voltar
Aladdin: Um Moodle Ideal
Jasmin: Com tão lindas surpresas
Aladdin: Com novos rumos pra seguir
Jasmin: Tanta coisa empolgante
Aladdin & Jasmin: Aqui é bom viver
Só tem XPG
Com você não saio mais daqui

Aladdin: Um Moodle ideal
Jasmin: Um Moodle ideal
Aladdin: Que alguém nos deu
Jasmin: Que alguém nos deu
Aladdin: Feito pra nós
Jasmin: Somente nós
Aladdin & Jasmin: Só seu e meu...

Quando Zé Ninguém aprendeu a ler

Pensava cá com seus chinelos
Zé Ninguém, personagem
Zé Ninguém, brasileiro
Zé Ninguém, analfabeto

que o Doutor fez muito e muito
muita estrada, avenida e proibições
para Zé Ninguém e todo povo
chegar mais cedo ao trabalho
e deixar o patrão contente.

Quando Zé Ninguém aprender a ler
vai aprender que isso é Progresso, Doutor.

A sua casa nem é casa, que se diga
cobertura de amianto
barrigona de lombriga
algo que queria tanto
não só Zé chegar ao progresso
mas com delicadeza peço
pra este chegar até aqui
(só não me leve o bem-te-vi)

Podia até trazer uma rua, um saneamento
quem sabe clínica com leito
Doutor, seria meu maior contento
quando a gente jogar bola
seria dentro da escola, olha lá

Ai, pensando com os chinelos
sei de todo teu esmero
mas estão é ocupados
discutindo no castelo
(pra pensar com os chinelos também)

Nházinha

Nházinha se me pediu
em casamento antesd'ontem
se me pediu e eu disse Quando?
ela disse que seria depois do dejeunê. ..
Dejeunê o quê, de quem, pra quem
nházinha não pode mexê
com os sentimentos assim de mim, não.
Não sei quié dejeunê eu disse Hein?
sem arresponder, virou-se foi-se e foi. E eu fui.
E nunca mais vortei. Minha vida é assim.
Foice, solidão e capim.
na hora do rango
minha barriga ronca e lembro de nházinha.
Ai se me pedisse de novo.

A Intrépida viagem de Agnes II

Ouvi bater atrás da porta
Eu vi pela fresta da fechadura
meu medo, minha ferradura
parte d'alma torta
o que me ancora roto
e que me esfola o rosto
aquilo que não é certo
mas que é Direito
o que se é deveras
mas não serão deveres
o que é Estado
sem ser nem estar
este obstáculo
ao simples verbo amar
sinto mera sina
em conformar, conformar, conformar.

Tugunduntá

Tugunduntá cundu
Tugunduntá cundu
Tugunduntá cunduru
Tugunduntá cunduru
(durum)

Tugunduntá cundu
Tugunduntá cundu
Tugunduntá cunduru
Tugunduntá cunduru
yé yé

Pequena Verdade

Enquanto o BRASIL
admirava-se com o
fascinante ORKUT
e enquanto o MUNDO
admirava-se com o intrigante
LULA PRESIDENTE
nascia um sopro verdadeiro,
pequeno e triunfal
do preâmbulo de um próspero Apocalipse.

O nosso futuro finalmente documentado.

Já tinham filmes sobre o passado
já tinham fotos do presente instantâneo
mas enquanto isso nascia um sopro verdadeiro
pequeno e triunfal, dentro de ti,
que experimentaste tudo isso.

Não seria uma pequena verdade?

Adendando Caetano

Eu queria poder ter o devir
calejado em minhas próprias mãos:
o futuro já sem ser depois,
um herói da tal contradição;

O passado é como o cowboy
que perdeu seu parceiro pocotóooo...

La máquina electrónica

Traté de hablar con usted, pero
una máquina me habló
por eso hablé
a nadie

Extraño pero común.

No necesito nada para llegar a usted
pero no puedo llegar
quiero hablar con usted
en una manera pasada de moda
labios, la lengua, ojos y sonidos
letras y canciones, la piel presente
pero ninguna máquina electrónica
por favor, esto me duele.

Adendo p'Arnaldo

antes de existir rodinha
existia PAGEDOWN

antes de existir pagedown
existia número de linha

antes de número de linha
existia manivela

antes de existir manivela
existia lápis

lápis

Canto do Apocalipse

O primeiro pássaro que voou
depois que a chuva caiu
carregava uma uva
em seu bico de anil

Tinha três poleiros rasos
pra onde queria voltar
Estes tavam alagados
debaixo d'água e do ar

O primeiro pássaro que voou
depois da chuva que caiu
não tinha guarda-chuva
não distinguia rio

Tinha trinta namoradas
quem queria reencontrar
Elas foram afastadas
do palco de avoar

Não avoa mais ninguém,
pensou o primeiro pássaro
mas não desistiu assim
carregando seu fardo, enfim,

o primeiro pássaro que avoou
apareceu sozinho no horizonte
e por mais que pensasse só
a passarada o viu de longe
começaram a cantar
e a cantar não tem primeiro
foi então que todos juntos
começaram a cantar!

foi ouvindo a cantoria
que amanheceu o dia
todos pássaro sobrado
avoando em alegria

Não era o fim...

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